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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arinae
 Gray, 1840
Espécie: T. malachitacea

Nome Científico

Triclaria malachitacea
(Spix, 1824)

Nome em Inglês

Blue-bellied Parrot


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Quase Ameaçada

Fotos Sons

Sabiá-cica

O sabiá-cica é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.

Também conhecido ao longo de sua distribuição geográfica, como cunhataí, sabiaçú, araçuaíva, mãe-de-sabiá, papagaio-da-capoeira, araçoiaba, papagaio-viola e papagaio-de-peito-azul.

Citado na guarania paraguaia “Recuerdos de Ypacaraí”

Una noche tibia nos conocimos junto al lago azul de Ypacaraí. Tu cantabas triste por el camino viejas melodías en guaraní. Y con el embrujo de tus canciones iba renaciendo tu amor en mí. Y en la noche hermosa de plenilunio de tus blancas manos sentí el calor, que con sus caricias me dio el amor. Dónde estás ahora kuñataí que tu suave canto no llega a mí. Dónde está ahora mi ser te añora con frenesí. Todo te recuerda mi dulce amor mio junto al lago azul de Ypacaraí. Todo te recuerda mi ser te añora cuñataí…

Cuñataí: em guarani significa “senhorita”.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) triclaria = da mitologia grega, Triclaria é um epíteto para a deusa Diana; e do (latim) malachitacea = referente ao mineral malaquita, verde como a cor da malaquita. ⇒ Diana verde como a malaquita.

Características

Mede entre 19 e 21 cm. As populações da região Sul do Brasil apresentam tamanho corporal em média, maior que as do Sudeste e acima. Apresenta o colorido geral em um tom verde-profundo, incomum em outros psitacídeos. Os machos apresentam o ventre de cor violeta-azulada, sendo que desde filhotes já apresentam manchas dessa cor. Machos em idade avançada tendem a apresentar coloração violeta-avermelhada. As fêmeas são completamente verdes. Ambos os sexos possuem o bico quase branco.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

Durante algum tempo sugeriu-se que a espécie fosse extremamente dependente dos frutos do palmito-juçara (Euterpe edulis). Contudo, Galetti (1997) notou que os frutos do palmito perfizeram 15.4% da dieta da espécie no Parque Estadual Intervales, São Paulo, enquanto Campomanesia neriiflora (Myrtaceae) perfez 23% e Sloanea monosperma (Elaeocarpaceae) e Campomanesia sp. 15.4% cada. Outras espécies também foram importantes na dieta da espécie, como os frutos de Cryptocarya moschata (Lauraceae; 7.7%) e Virola bicuhyba (Myristicaceae; 7.7%).

Ainda, Pizo et al. (1995), também em estudo no Parque Estadual de Intervales, registrou a espécie se alimentando de flores da bromélia Aechmea ornata e frutos de Campomanesia sp., Psidium cattleyanum e Psidium guajava (Myrtaceae).

Registrado em (09/2024), no Sítio Ibi Marane, em Juquitiba/SP, três indivíduos se alimentando das sementes maduras do plátano (Platanus acerifolia). BEHNE, P.B.(2024)

Reprodução

No sul do Brasil, região onde a reprodução da espécie foi estudada até o momento, o período reprodutivo se dá entre outubro e janeiro (Bencke, 1998). Nidifica em ocos de árvores, à baixa e média altura (1,5 e 5, 13 m), como Alchornea triplinervea (Euphorbiaceae), Trichilia claussenii (Meliaeceae) e Eugenia rostrifolia (Myrtaceae). Há relatos de posturas de 2 a 3 ovos brancos. Ambos os sexo participam da criação dos filhotes.

Hábitos

Muitos não sabem que o sabiá-cica é um psitacídeo que canta como um sabiá. Seu nome vem do Tupi, que significa “mãe do sabiá”. Há indícios de que boa parte do canto seja assimilada desde filhotes ao ouvirem os sabiás da área, pois, há sabiá-cicas cujo canto lembra o de sabiás como o laranjeira, coleira, da mata, preto e pardão-da-Bahia. Alguns ornitólogos interpretam essa característica como um complemento de sua camuflagem, ou defesa.

O Sabiá-cica possui hábitos diferentes dos da maioria dos psitacídeos. São vistos quase sempre sozinhos, aos pares ou com filhotes. São geralmente silenciosos em voo, e pousados, pouco vocalizam seus chamados agudos, estridentes e em escala ascendente. Quando pousam nas árvores o fazem em silêncio e permanecem um bom tempo imóveis, camuflado-se e observando ao redor, à exemplo do tuim (Forpus xanthopterygius). Ave da Mata Atlântica litorânea, é típico de florestas primitivas, mas frequentam vegetação secundária.

São monotípicos. Não havendo até o momento o relato de outra subespécie, ou mesmo espécie do gênero. — Marcos Massarioli 2009/04/29 14:45

Distribuição Geográfica

Historicamente ocorria em toda a porção costeira da Mata Atlântica desde o sul da Bahia até o nordeste do Rio Grande do Sul. Parece estar em declínio em algumas áreas, como no Espírito Santo e interior de São Paulo, e possivelmente foi até extinta de outras, como no sul da Bahia (Birdlife International, 2015). Embora o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO, 2014) considere a espécie endêmica do Brasil, Nores & Yzurieta (1994) comentam que existem registros da espécie em Misiones, nordeste da Argentina; contudo, estes registros requerem confirmação (Birdlife International, 2015).

Referências

Galeria de Fotos